quarta-feira, 30 de maio de 2012

Bento XVI: O Espírito Santo vence a aridez e abre os corações à esperança



VATICANO, 27 Mai. 12 / 04:36 pm (ACI/EWTN Noticias)

Em seu discurso prévio à oração do Regina Caeli, diante dos milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro, o Papa Bento XVI afirmou que "o Espírito Santo, em meio à história, às áridas derrotas, abre os corações para a esperança, estimula e favorece em nós o amadurecimento interior no relacionamento com Deus e com o próximo".

O Santo Padre assinalou que "o Espírito que “falou por meio dos profetas”, com os dos da sabedoria e da ciência continua a inspirar mulheres e homens que se empenham na busca pela verdade, propondo caminhos originais de conhecimento e de aprofundamento sobre o mistério de Deus, sobre o homem e o mundo".

Bento XVI também expressou sua alegria por anunciar que no dia 7 de outubro de 2012, terá início a Assembléia Ordinária do Sínodo dos Bispos, proclamará como Doutores da Igreja São João de Ávila e Santa Hildegarda de Bingen.

O Papa explicou que embora ambas testemunhas da fé viveram em períodos históricos muito diferentes, "a santidade de vida e a profundidade da doutrina são perenemente atuais: a graça do Espírito Santo, de fato, os projetou nessa experiência de penetrante compreensão da revelação divina e de inteligente diálogo com o mundo que constituem o horizonte permanente da vida e da ação da Igreja".

"Hildegarda foi monja beneditina no coração da Idade Média alemã, autêntica mestra de teologia e profunda estudiosa das ciências naturais e da música. João, sacerdote diocesano nos últimos anos do renascimento espanhol, participou do processo de renovação cultural e religiosa da Igreja e da sociedade no alvorecer da modernidade", indicou o Santo Padre.

Ao concluir seu discurso, Bento XVI invocou a intercessão de Santa Maria, para que "a Igreja seja potentemente animada pelo Espírito Santo, para testemunhar Cristo com franqueza evangélica e aberta sempre mais à plenitude da verdade."



terça-feira, 29 de maio de 2012

São Tomás de Aquino e o boi que voava - Contar mentiras...


Contam na ordem de São Domingos que se achando São Tomás de Aquino na sua cela, no convento de São Jacques, curvado sobre obscuros manuscritos medievais, ali entrou, de repente, um frade folgazão, o qual foi exclamando com escândalo:

- Vinde ver, irmão Tomás, vinde ver um boi voando!

Tranquilamente, o grande doutor da Igreja ergueu-se do seu banco, deixou a cela, e, vindo para o átrio do mosteiro, pôs-se a olhar o céu, a mão em pala sobre os olhos fatigados do estudo. Ao velo assim, o frade jovial desatou a rir com estrépito.

- Ora, irmão Tomás, então sois tão crédulo a ponto de acreditardes que um boi pudesse voar?

- Por que não, meu amigo? - tornou o santo. E com a mesma singeleza, flor da sabedoria:

- Eu preferi admitir que um boi voasse a acreditar que um religioso pudesse mentir.

("Lendas do Céu e da Terra" – Malba Tahan)



quinta-feira, 10 de maio de 2012

O amor de Deus e a alegria de Jesus


Jo 15, 9-11


9. Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor.
10. Se guardardes os meus mandamentos, sereis constantes no meu amor, como também eu guardei os mandamentos de meu Pai e persisto no seu amor.
11. Disse-vos essas coisas para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa.


REFLETINDO


Jesus começa falando de uma sequência toda especial. É a sequência do amor. O amor que vem de Deus Pai, passa pelo Filho e o preenche de tal modo que o Filho ama do mesmo modo que o Pai. Mas esse sentimento não para por ai. Jesus nos convida a perseverar em Seu amor. Ele nos convida a amar como Ele também nos ama.

“Amai-vos uns aos outros. Como eu vos tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros.” (Jo 13,34)

Logo percebemos que o amor que vem de Deus Pai não é estático, parado, morto. Ele é dinâmico e se alastra por todos os lugares, por todas as pessoas.

O amor do Senhor é como um remédio para a lavoura. Quando uma grande plantação está tomada por pragas que vão destruindo a vida plantada é necessário colocar remédio. Então contrata-se um “piloto-médico”, que vem de avião jogar o remédio sobre a plantação.

Jesus é esse médico que vem nos curar das nossas enfermidades físicas, espirituais, emocionais e psíquicas. E Ele faz isso difundindo por sobre todos nós o amor do Pai, que vem do alto, passa pelo Filho, se derrama sobre todos nós e nos convida a espalhá-lo para todos aqueles que estão doentes e ainda não conhecem esse bálsamo de cura tão especial.

São Paulo já falava desse amor, como sendo a caridade com o irmão. É o dom pelo qual tudo foi feito e sem o qual nada somos. É o dom que faz o elevado se abaixar e dá ao caído a força para se levantar.

“11. O maior dentre vós será vosso servo.
12. Aquele que se exaltar será humilhado, e aquele que se humilhar será exaltado.” (Mt 23)

Lembramos ainda o Salmo 132, que mostra como esse amor fraterno, dom de Deus e remédio para nossos males, se espalha por sobre todos, vindo sempre de cima para baixo e se espalhando por todos, como o bálsamo que se derrama sobre as feridas.

“1. Oh, como é bom, como é agradável para irmãos unidos viverem juntos.
2. É como um óleo suave derramado sobre a fronte, e que desce para a barba, a barba de Aarão, para correr em seguida até a orla de seu manto.
3. É como o orvalho do Hermon, que desce pela colina de Sião; pois ali derrama o Senhor a vida e uma bênção eterna.”

Jesus continua mostrando algo interessante. Esse amor muitas vezes pressupõe decisão, firmeza, coragem, constância. É preciso perseverar, persistir, ir além, quebrando barreiras e transpondo problemas, como Ele mesmo fez, persistindo no amor do Pai (v.10).

Se fizermos isso, a alegria dEle estará conosco. E a alegria de Jesus é uma alegria verdadeira, plena. Uma alegria que tem como critério, não as coisas materiais, mas as bênçãos de Deus manifestadas em nossas vidas que nos conduzem para a plenitude da vida.

20. Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos estão sujeitos, mas alegrai-vos de que os vossos nomes estejam escritos nos céus.
21. Naquele mesma hora, Jesus exultou de alegria no Espírito Santo e disse: Pai, Senhor do céu e da terra, eu te dou graças porque escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. (Lc 10)

DESSA FORMA, NOSSA ALEGRIA É COMPLETA E SOMOS CAPAZES DE TESTEMUNHAR AO MUNDO ESSE AMOR, BÁLSAMO QUE CURA, QUE VEM DE DEUS. QUE O SENHOR NOS PREENCHA COM A ALEGRIA QUE VEM DELE E NOS FAÇA PERSEVERAR EM SEU AMOR. ASSIM SEJA!


Tayson Queiroz

domingo, 6 de maio de 2012

A videira verdadeira e Seus ramos - O cristão deve gerar bons frutos


Jo 15,1-8


Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos:
1. 'Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor.
2. Todo ramo que em mim não dá fruto ele o corta; e todo ramo que dá fruto, ele o limpa, para que dê mais fruto ainda.
3. Vós já estais limpos por causa da palavra que eu vos falei.
4. Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto, se não permanecerdes em mim.
5. Eu sou a videira  e vós os ramos. Aquele que permaneceu em mim, e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.
6. Quem não permanecer em mim, será lançado fora como um ramo e secará. Tais ramos são recolhidos, lançados no fogo e queimados.
7. Se permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vos será dado.
8. Nisto meu Pai é glorificado: que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos.


REFLETINDO


Esta passagem, como tantas outras, vem carregada de sentido para nossa vida cristã. Compreendê-la e esforçar-se por vivê-la é crescer em sabedoria e graça nas coisas de Deus. Vamos refletir por partes toda a beleza contida neste trecho do Evangelho de João.

1.      EU SOU A VIDEIRA VERDADEIRA: Jesus começa nos dizendo que a videira verdadeira não é a que dá uvas, mas a que dá vida e vida em abundância, ou seja, a videira de fato é o próprio Cristo.

E Ele não é mais uma dessas falsas videiras, cultivadas pelo mundo, que prometem falsamente vida e felicidade. Ele é a videira de verdade, que gera frutos de vida.

2.      TODO RAMO QUE EM MIM NÃO DÁ FRUTO ELE O CORTA: Jesus fala daqueles que, mesmo estando unidos a Ele, não se alimentam de seus ensinamentos, não se fortalecem com o verdadeiro alimento que vem de Jesus. São ramos maus que geram destruição.

Podemos ainda imaginar que esses ramos não se alimentam da seiva de amor difundida por Jesus por estarem invejosos dos ramos que frutificam nas falsas videiras cultivadas pelo mundo, mesmo esses frutos sendo maus.

3.      TODO RAMO QUE DÁ FRUTO, ELE O LIMPA, PARA QUE DÊ MAIS FRUTO AINDA: Os ramos bons, por outro lado, são podados para gerarem mais frutos. É claro que a poda é dolorida, mas é necessária.

A poda é importante para que a seiva da videira não se perca nas muitas folhagens, mas se concentre nos frutos, para que cresçam saborosos e em abundância. Assim também acontece em nossa vida espiritual.

Passamos por dificuldades e provações para sermos podados. Precisamos aprender a nos desfazer de coisas supérfluas que dissipam a vida ofertada por Jesus e nos impedem de dar bons frutos. O caminho da poda não é fácil, mas traz a certeza de que frutos saborosos serão gerados.

A resposta para todos aqueles que sentem as dificuldades de seguir o caminho cristão é esta:


NÃO DESANIME! VOCÊ É UM RAMO FÉRTIL E APENAS ESTÁ SENDO PODADO PARA GERAR AINDA MAIS FRUTOS.

Por outro lado, se não formos podados e preferirmos viver uma vida “mansa”, iremos aos poucos enfraquecendo por nossas superfluidades e “achismos” e perdendo o nosso sentido de existir, até que seremos cortados.

Esse trecho lembra o que Jesus disse sobre os talentos em Mateus 25,29:

“29. Dar-se-á ao que tem e terá em abundância. Mas ao que não tem, tirar-se-á mesmo aquilo que julga ter.”

Se não realizarmos nossa essência de dar bons frutos, até o pouco de vida e alegria que julgarmos ter se dissipará...

4.      VÓS JÁ ESTAIS LIMPOS POR CAUSA DA PALAVRA QUE EU VOS FALEI: A mesma palavra que nos alimenta e nos cura é também a lâmina que nos poda de tudo aquilo que é desnecessário em nossas vidas. Aqui vale lembrar as palavras ditas na Carta aos Hebreus:

“12. Porque a palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes e atinge até a divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração.”

5.      PERMANECEI EM MIM E EU PERMANECEREI EM VÓS: Aqui está um critério importante da vida cristã. Muitas vezes nos questionamos sobre o porquê de aparentemente Deus não escutar nossas preces. Parece que rezamos em vão. Uma oração sem resposta. Então podemos começar até mesmo a duvidar da existência de Deus ou de Sua fidelidade.

Parece também que nada em nossa vida vai bem. Nossos planos são frustrados. O desânimo bate à porta. Medos, incertezas, se isso... , se aquilo...

Pode ser simplesmente que você não esteja pedindo algo conforme os planos de Deus, ou que não seja o tempo dEle. Mas muitas vezes nossa oração até que é boa e justa, sem contradizer os planos de Deus, mas falta a ligação íntima com o Cristo. Falta a NOSSA fidelidade.

Como eu posso receber a seiva da vida, a seiva da bênção, se eu não estiver ligado ao tronco da videira? Se eu permanecer nEle é certo que Ele também permanecerá em mim e Sua bênção chegará até mim de maneira plena e eficaz, de acordo com os planos de Deus Pai, agricultor da vinha.

6.      O RAMO NÃO PODE DAR FRUTO POR SI MESMO, SE NÃO PERMANECER NA VIDEIRA: Nossos frutos não são nossos, mas provem do Cristo. Não podemos achar que aquilo que temos de bom vem de nós mesmos. O meu serviço não é meu. Ele vem de Deus e vai para Deus.

É preciso ter os pés no chão e o coração em Deus para que em nenhum momento nos sintamos ramos independentes que vivem para si mesmos. Se fizermos isso, logo teremos nos separado do tronco forte e caminharemos para a ruína.

7.      QUEM NÃO PERMANECER EM MIM, SERÁ LANÇADO FORA COMO UM RAMO E SECARÁ: O ramo que não se alimenta da seiva, naturalmente secará. É o que acontece quando nos separamos da graça de Deus. Vamos ficando fracos, murchando, deixando de produzir frutos até que secamos e somos inteiramente queimados pelo pecado.


8.      SE PERMANECERDES EM MIM E MINHAS PALAVRAS PERMANECEREM EM VÓS, PEDI O QUE QUISERDES E VOS SERÁ DADO: Ao estabelecermos uma relação de intimidade e confiança com o Senhor e se nossas intenções forem conformes com os pensamentos de Deus, seremos satisfeitos em nossos anseios.

É uma promessa do próprio Jesus. O segredo para sermos atendidos em nossas necessidades é permanecermos unidos à Sua vontade e nos alimentarmos de Sua palavra. Se assim for, encontraremos a verdadeira vida e felicidade, que vem de Jesus.

9.      ... QUE DEIS MUITO FRUTO E VOS TORNEIS MEUS DISCÍPULOS: Jesus encerra essa parte de seu discurso mostrando algo simples e, ao mesmo tempo, importantíssimo. Nós não produzimos frutos por sermos discípulos. Ao contrário, somos reconhecidos como discípulos de Jesus a partir dos frutos que produzimos.

São as nossas ações que nos definem como cristãos verdadeiros. Logo se percebe que NINGUÉM PASSA A SER “BONZINHO” DE UMA HORA PARA OUTRA POR CAUSA UM ENCONTRO “ESTRONDOSO” COM JESUS. Na verdade, é nos pequenos encontros diários com Jesus que vamos formando nosso ser cristão e nos definindo como ramos bons e frutuosos, ligados intimamente a Deus.

QUE O SENHOR DEUS, AGRICULTOR DA VINHA, CONTINUE CUIDANDO DE NÓS COM TODO O AMOR NECESSÁRIO PARA CRESCERMOS FORTES E SAUDÁVEIS E QUE NÓS NOS ALIMENTEMOS SEMPRE COM A SEIVA DE VIDA OFERTADA POR JESUS ATRAVÉS DE SUA PALAVRA. PRODUZAMOS SEMPRE FRUTOS SABOROSOS E EM ABUNDÂNCIA DE MODO A SERMOS RECONHECIDOS COMO DISCÍPULOS DO SENHOR! ASSIM SEJA!


Tayson Queiroz

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Evangelização - Características de um pregador cristão


Jo 12,44-50


44. Entretanto, Jesus exclamou em voz alta: Aquele que crê em mim, crê não em mim, mas naquele que me enviou;
45. e aquele que me vê, vê aquele que me enviou.
46. Eu vim como luz ao mundo; assim, todo aquele que crer em mim não ficará nas trevas.
47. Se alguém ouve as minhas palavras e não as guarda, eu não o condenarei, porque não vim para condenar o mundo, mas para salvá-lo.
48. Quem me despreza e não recebe as minhas palavras, tem quem o julgue; a palavra que anunciei julgá-lo-á no último dia.
49. Em verdade, não falei por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, ele mesmo me prescreveu o que devo dizer e o que devo ensinar.
50. E sei que o seu mandamento é vida eterna. Portanto, o que digo, digo-o segundo me falou o Pai.


REFLETINDO


Jesus, ao falar de si mesmo, nos oferece também um modelo do comportamento cristão na evangelização. Vejamos um pouco sobre como devemos evangelizar em nossos serviços religiosos, sobretudo o pregador:

AQUELE QUE CRÊ EM MIM, CRÊ NÃO EM MIM, MAS NAQUELE QUE ME ENVIOU: Devemos ter compromisso com a Palavra, de modo que quando alguém acreditar em nossas palavras esteja acreditando também na Palavra de Deus.

Isso quer dizer que devemos adquirir o hábito de ler, estudar, refletir e viver a Palavra de Deus. Devemos adquirir o hábito de falar sobre a Palavra de Deus no nosso dia-a-dia. É como diz o ditado católico:

“A BOCA FALA AQUILO DE QUE O CORAÇÃO ESTÁ CHEIO”

É um ciclo contínuo, onde Falar da Palavra faz encher o coração de alegria, de entusiasmo, das coisas de Deus. E um coração cheio das coisas de Deus faz encontrar a satisfação em Falar, Estudar, Refletir e Viver a Palavra.

AQUELE QUE ME VÊ, VÊ AQUELE QUE ME ENVIOU: Quantas e quantas vezes somos tentados com a vaidade de quem “exerce uma função” no grupo ou na igreja. Somos tentados a acreditar que viramos o centro das atenções. Que somos melhores que o “fulano” ou o “beltrano” porque eles não sabem fazer aquilo da mesma forma que eu.

Há ainda a situação em que, ao sair das atividades religiosas, a pessoa “esquece” que é cristã e faz tudo pelo avesso. É o católico de publicidade, que só faz a propaganda, mas não faz o que diz. É uma anta em pele de cordeiro.

É preciso que nós aprendamos a refletir o Cristo Ressuscitado. Manifestá-lo através de nossas palavras, nossos atos, nossa alegria, nossa fé...

DEVEMOS TER CUIDADO COM O QUE FAZEMOS PARA QUE NOSSA VIDA CRISTÃ NÃO SEJA UMA FARSA E SIM UM TESTEMUNHO DO AMOR E DA GRAÇA DE DEUS. SEJAMOS REFLEXOS DE CRISTO PARA NOSSOS IRMÃOS.

EU VIM COMO LUZ AO MUNDO: O cristão é uma chama que deve brilhar. Por isso também não pode ser ocultado. É uma responsabilidade muito bonita que nos foi confiada.

“15. nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa.
16. Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus.”

Se por um lado já vimos que não podemos ser o centro das atenções, por outro lado devemos transparecer a graça de Deus em nossas vidas.


É COMO UMA VITRINE DE UMA JOALHERIA. A VITRINE ESTÁ ALI, MAS ELA NÃO É O FOCO DAS ATENÇÕES, É APENAS UM MEIO PELO QUAL SE VÊ A JOIA. SE A VITRINE ESTIVER SUJA, ELA ACABA DISTRAINDO AS PESSOAS E MESMO ATÉ TRANSMITINDO UMA IMAGEM FEIA DA JOIA. MAS SE ESTIVER LIMPA, MESMO SEM SER NOTADA, TERÁ REALIZADO SUA ESSÊNCIA QUE É EXPOR TODA A BELEZA E VALOR DO OBJETO VALIOSO.

SE ALGUÉM OUVE AS MINHAS PALAVRAS E NÃO AS GUARDA, EU NÃO O CONDENAREI: Quantas vezes também somos tentados a condenar as pessoas porque elas não nos ouvem ou porque não seguem os nossos mesmos princípios religiosos.

Jesus, muito educadamente, fere nossa vaidade. SE ELE NÃO CONDENA AQUELES QUE NÃO GUARDAM SUAS PALAVRAS, QUEM PODERIA CONDENAR? Ele mesmo não veio para condenar o mundo, mas para salvá-lo, então nós também deveremos nos preocupar apenas em semear a Palavra de Salvação. A condenação ficará a cargo da própria Palavra anunciada.

NÃO FALEI POR MIM MESMO... O QUE DIGO, DIGO-O SEGUNDO ME FALOU O PAI: Por fim, não podemos anunciar a nossa própria palavra, mas a Palavra de Deus. Corremos sempre o risco de falar “o que eu acho”, mas devemos estar bem fundamentados na Palavra para sair dos “achismos” e anunciar a o que Deus quer. Não adianta fazer um breve e isolado momento de pesquisa e depois deixar a Palavra de lado.


TALVEZ AI ESTEJA O DOM DE PREGAR A PALAVRA DE DEUS. O VERDADEIRO PREGADOR NÃO PASSA HORAS DECORANDO UM DISCURSO FEITO COM BASE NAS IDEIAS QUE ELE ORGANIZOU. O VERDADEIRO PREGADOR ESTUDA CONTINUAMENTE A PALAVRA, PARA SEU CRESCIMENTO PESSOAL E, NO MOMENTO DE ANUNCIAR A PALAVRA, SEU CORAÇÃO CONSEGUE RECORDAR AS PALAVRAS DO PAI DE FORMA AMPLA, ESTRUTURADA E EFICAZ. AI SIM, SE FAZ NECESSSÁRIO APENAS UMA BREVE PREPARAÇÃO, POIS A BASE SÓLIDA DA PREGAÇÃO JÁ FOI ADQUIRIDA NO DIA-A-DIA.

QUE O SENHOR JESUS NOS ENSINE A SEMPRE SERMOS VITRINES DE SEU AMOR E SUA GRAÇA, AGINDO E PREGANDO NÃO POR NÓS MESMOS MAS PELO PAI QUE ESTÁ NOS CÉUS.


Tayson Queiroz

terça-feira, 1 de maio de 2012

Características do bom pastor / líder e suas ovelhas / liderados


Jo 10,22-30


22. Celebrava-se, em Jerusalém, a festa da Dedicação do Templo. Era inverno.
23. Jesus passeava pelo Templo, no pórtico de Salomão.
24. Os judeus rodeavam-no e disseram: 'Até quando nos deixarás em dúvida? Se tu és o Messias, dize-nos abertamente.'
25. Jesus respondeu: 'Já vo-lo disse, mas vós não acreditais. As obras que eu faço em nome do meu Pai dão testemunho de mim;
26. vós, porém, não acreditais, porque não sois das minhas ovelhas.
27. As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem.
28. Eu dou-lhes a vida eterna e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão.
29. Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai.
30. Eu e o Pai somos um.'


REFLETINDO


Nessa leitura Jesus está em situação semelhante à que nós muitas vezes nos encontramos quando lideramos um grupo em nossa comunidade, em nosso trabalho, ou família. Ou de outro modo, quando somos liderados... Vamos tomar como exemplo a liderança religiosa para nossa reflexão.

Era a festa da Dedicação e Jesus passeava pelo templo. Ele caminhava tranquilamente assim como nós em nossas atividades cotidianas. De repente, aqueles que o conheciam o cercam e começam a interrogá-lo com perguntas sem sentido.

Aqueles judeus questionavam “Quem era Jesus”, mesmo Jesus convivendo constantemente com eles. Eles o questionavam porque não enxergavam os atos de Jesus, porque esperavam ouvir palavras...

Quantas vezes nós também nos deparamos com essa situação, onde, não importa o que façamos, as pessoas não acreditam em nós, não nos apoiam, não nos respeitam, porque preferem ouvir palavras soltas, mesmo que mentirosas, ao invés de enxergar a verdade pelo que somos e fazemos.


Jesus ensina que é aquilo que fazemos que nos define, como pessoas, como líderes. Então Ele cita 3 aspectos importantes da liderança.

1.      AS MINHAS OVELHAS ESCUTAM A MINHA VOZ: O bom líder, o bom pastor precisa ser escutado por suas ovelhas. Suas palavras devem ser claras, coerentes, orientadoras.

Quando o líder/pastor não é ouvido provavelmente está havendo um “ruído”, uma dificuldade na comunicação. Então é preciso buscar eliminar as causas desse ruído.

Ovelhas são seres frágeis que necessitam da orientação de seu pastor. Quando a voz do líder não é compreendida, qualquer “barulho” do mundo dispersa as ovelhas.

Devemos nos esforçar para sermos bons comunicadores da Palavra de Deus. Não basta apenas falar, é preciso comunicar também por atos. Lembrando o que disse São Francisco de Assis:

“Evangelize sempre. SE for preciso, use palavras.”

2.      EU AS CONHEÇO: Jesus nos ensina que o bom líder/pastor não fala do alto de sua posição de liderança/pastoreio, mas conhece de perto seus liderados/ovelhas.

Do mesmo modo que as pessoas devem enxergar o líder além das aparências e vê-lo exatamente pelo que ele é, também o líder/pastor precisa ir além das aparências e enxergar seus liderados/ovelhas tal como são.

É importante lembrar que, na Bíblia, no Primeiro Testamento, a palavra “conhecer” era usada também no sentido de uma relação íntima de amor.

Por exemplo, quando havia uma relação sexual fora dos planos de Deus, muitas vezes se falava de “deitar” ou “fazer comércio”.

“23. Não terás comércio com um animal, para te contaminares com ele.”

Quando a relação sexual era conforme os planos de Deus, se falava de “conhecer”, porque havia não só o ato, mas também a forte ligação sentimental de quem conhece o outro pelo que ele é.

Assim também deve ser o bom líder/pastor. Ele deve buscar conhecer seus liderados/ovelhas pelo que são de modo que possa haver compreensão entre ambos.

Não se trata de entrar na vida íntima da pessoa, mas de conhecê-la para ganhar a confiança de tal forma, que haja respeito e colaboração.

3.      ELAS ME SEGUEM: As ovelhas seguem o pastor porque confiam que ele sabe o caminho. Da mesma forma, os liderados supõe que seu líder sabe o caminho correto pelo qual deverão seguir. Elas veem o líder como um exemplo a ser seguido, daí também a responsabilidade do testemunho.

Para saber o caminho correto é preciso conhecimento, mas para segui-lo é preciso coragem, determinação, fé. Assim acontece em nossos grupos, ministérios, famílias, trabalhos... Muitas vezes a liderança desaparece por falta de um ou de todos esses elementos que compõem o líder.


Essa característica de DETERMINAÇÃO, Jesus expressa nessas palavras:

“Ninguém vai arrancá-las de minha mão.”

Um líder/pastor determinado luta por seus liderados/ovelhas, dá o exemplo, busca o conhecimento e conduz para o bom caminho.

Se depois disso ainda houver ovelhas desgarradas talvez elas não sejam as “suas” ovelhas, mas as de outro pastor. É preciso que cada liderança esteja no lugar certo.

Por outro lado, INDEPENDENTE DO TIPO DE OVELHA QUE VOCÊ É, JESUS, BOM PASTOR, ESTARÁ SEMPRE FALANDO COM VOCÊ, CONHECENDO E PARTILHANDO SEUS PROBLEMAS, EXPECTATIVAS E CONQUISTAS E LHE GUIANDO PELO BOM CAMINHO, DETERMINADO A NÃO LHE PERDER PARA AS COISAS DO MUNDO. OUÇA JESUS, BOM PASTOR!

QUE O SENHOR JESUS, BOM PASTOR, NOS AJUDE A PASTOREAR NOSSAS OVELHAS COMO VERDADEIROS CRISTÃOS E A SERMOS BOAS OVELHAS QUE SABEM OUVIR A VOZ DE SEU PASTOR, SEJA NA IGREJA, NA FAMÍLIA OU NO TRABALHO. E QUE DEUS, SENHOR DO REBANHO, SUSCITE PASTORES DIGNOS E CAPAZES DE CONDUZIR SUAS OVELHAS. ASSIM SEJA!


Tayson Queiroz

domingo, 15 de abril de 2012

O Dom da Indulgência


PENITENCIARIA APOSTÓLICA


O dom da indulgência manifesta a plenitude da misericórdia de Deus, que é expressa em primeiro lugar no sacramento da Penitência e da Reconciliação.

Esta antiga prática, acerca da qual não faltaram incompreensões históricas, deve ser bem compreendida e acolhida.


A reconciliação com Deus, embora seja dom da Sua misericórdia, implica um processo em que o homem está envolvido no seu empenho pessoal, e a Igreja, na sua missão sacramental. O caminho de reconciliação tem o seu centro no sacramento da Penitência, mas também depois do perdão do pecado, obtido mediante esse sacramento, o ser humano permanece marcado por aqueles "resíduos" que não o tornam totalmente aberto à graça, e precisa de purificação e daquela renovação total do homem em virtude da graça de Cristo, para cuja obtenção o dom da indulgência lhe é de grande ajuda.

Entende-se por indulgência a "remissão, perante Deus, da pena temporal devida aos pecados cuja culpa já foi apagada; remissão que o fiel devidamente disposto obtém em certas e determinadas condições pela ação da Igreja que, enquanto dispensadora da redenção, distribui e aplica, por sua autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos" (Enchiridion indulgentiarum, Normae de indulgentiis, Libreria Editrice Vaticana 1999, pág. 21; Catecismo da Igreja Católica, n. 1471).

A seguinte nota da Penitenciaria Apostólica recorda as disposições necessárias para obter com fruto a indulgência jubilar.

As celebrações do Ano jubilar não são só ocasião singular para aproveitar o grande dom que o Senhor nos faz das Indulgências mediante a Igreja, mas também são felizes oportunidades para evocar à consideração dos fiéis a catequese sobre as Indulgências. Por isso a Penitenciaria Apostólica publica, em benefício de quantos realizam as visitas jubilares, este aviso sagrado: 

Apelos de índole geral sobre as Indulgências

1. A Indulgência é assim definida no Código de Direito Canónico (cf. cân. 992) e no Catecismo da Igreja Católica (n. 1471):  "A indulgência é a remissão, perante Deus, da pena temporal devida aos pecados cuja culpa já foi apagada; remissão que o fiel devidamente disposto obtém em certas e determinadas condições pela ação da Igreja que, enquanto dispensadora da redenção, distribui e aplica, por sua autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos".

2. Em geral, a obtenção das Indulgências exige determinadas condições (ver abaixo nn. 3-4) e o cumprimento de certas obras (ver nn. 8-10, onde se indicam as que são próprias do Ano Santo).

3. Para obter as Indulgências, tanto plenárias como parciais, é preciso que, pelo menos antes de cumprir as últimas disposições da obra indulgenciada, o fiel esteja em estado de graça.

4. A Indulgência plenária só pode ser obtida uma vez por dia. Mas para consegui-la, além do estado de graça, é necessário que o fiel:

tenha a disposição interior do completo afastamento do pecado, mesmo só venial;


se confesse sacramentalmente dos seus pecados;

receba a Santíssima Eucaristia (certamente é melhor recebê-la participando na Santa Missa:  mas para a Indulgência só é necessária a sagrada Comunhão);


ore segundo as intenções do Sumo Pontífice.

5. É conveniente, mas não é necessário que a Confissão sacramental, e em especial a sagrada Comunhão e a oração pelas intenções do Papa sejam feitas no mesmo dia em que se cumpre a obra indulgenciada, mas é suficiente que estes ritos sagrados e orações se cumpram dentro de alguns dias (cerca de 20), antes ou depois do ato indulgenciado. A oração segundo a intenção do Papa é deixada à escolha do fiel, mas sugere-se um "Pai Nosso" e uma "Ave Maria". Para diversas Indulgências plenárias, é suficiente uma Confissão sacramental, mas requerem-se uma distinta sagrada Comunhão e uma distinta prece, segundo a intenção do Santo Padre, para cada indulgência plenária.

6. Os confessores podem comutar, em favor daqueles que estão legitimamente impedidos, quer a obra prescrita quer as condições requeridas (exceto, obviamente, a separação do pecado, mesmo venial).

7. As Indulgências são sempre aplicáveis a si próprio ou às almas dos defuntos, mas não a outras pessoas vivas sobre a terra.

Aspectos próprios do Ano jubilar

Tendo em vista as necessárias condições, de que se fala nos números 3-4, os fiéis podem obter a indulgência jubilar cumprindo uma das seguintes obras, expressas a seguir em três categorias.

8. Obra de piedade ou religião: 

fazer uma piedosa peregrinação a um Santuário ou Lugar jubilar (em Roma:  uma das 4 Basílicas patriarcais - São Pedro, São João de Latrão, Santa Maria Maior, São Paulo fora dos Muros - ou a Basílica da Santa Cruz de Jerusalém, a Basílica de São Lourenço "al Verano", o Santuário de Nossa Senhora do Divino Amor ou uma das Catacumbas cristãs), participando ali na Santa Missa, noutra celebração litúrgica (Laudes ou Vésperas) ou num exercício de piedade (Via-Sacra, Rosário, recitação do hino Akathistos, etc.);

ou fazer uma visita piedosa, em grupo ou singularmente, a um dos próprios lugares jubilares, fazendo ali a adoração eucarística e piedosas meditações, concluindo-as com o "Pai Nosso", o "Credo" e uma invocação à Virgem Maria.

9. Obra de misericórdia ou caridade: 

visitar, durante um tempo adequado, irmãos em necessidade ou em dificuldade (doentes, prisioneiros, anciãos sozinhos, deficientes, etc.), como que realizando uma peregrinação a Cristo presente neles;

ou sustentar com um significativo contributo obras de carácter religioso ou social (a favor da infância abandonada, da juventude em dificuldade, dos anciãos necessitados, dos estrangeiros nos vários países, em busca de melhores condições de vida);

ou então dedicar uma certa parte do próprio tempo livre a atividades úteis para a comunidade ou outras formas semelhantes de sacrifício pessoal.

10. Obra de penitência: 

pelo menos por um dia: 

abster-se de consumos supérfluos (fumo, bebidas alcoólicas, etc.) ou jejuar;

ou fazer abstinência de carne (ou de outro alimento, segundo as especificações dos Episcopados), oferecendo uma proporcionada quantia aos pobres.

Dado em Roma, na sede da Penitenciaria Apostólica, 29 de Janeiro de 2000.

WILLIAM WAKEFIELD Card. BAUM

Penitenciário-Mor



 LUIGI DE MAGISTRIS
Regente